O FILHO DA FREIRA
Ele tinha o direito de nascer

Nos anos 60 uma história viralizou entre o público noveleiro. A história de amor entre Albertinho Limonta e Isabel Cristina enfrentou, em 160 capítulos, uma corrida de obstáculos. Ele era filho de mãe desconhecida, criado por uma negra simpática, numa situação totalmente condenável pela sociedade da época. E o destino une seu coração à uma jovem que vem a ser sua prima. Outra situação explosiva. E tudo fica ainda mais dramático quando se descobre que a mãe do jovem se tornou uma freira, líder de uma irmandade católica.
Muitos capítulos depois a história chega a um final feliz para o jovem casal e a novela O DIREITO DE NASCER termina com a audiência explodindo.
Na primeira versão, exibida pela Tupi de 7 de dezembro de 1964 a 13 de agosto de 1965, a revelação de que Albertinho era o filho da soror Helena da Caridade não tem nenhuma contestação. Mas era certo que na vida real isso seria um escândalo.
Na segunda versão, também na Tupi, de 31 de julho de 1978 a 26 de maio de 1979, quis o destino que isso não passasse em branco. Obrigado a espichar a novela o autor Teixeira Filho criou uma sequência que nunca passou pela cabeça do cubano Felix Caignet, o criador da novela. A soror Helena da Caridade foi julgada pela igreja com longos interrogatórios, dignos da Santa Inquisição.
A Tupi tinha Eva Wilma interpretando a freira que teve um filho, Albertinho (Carlos Augusto Strazzer) e escondeu o fato da sociedade por longos anos. Sua performance deu verdade a uma história, que só as boas novelas conseguem contar.
