BIBI VOGEL: MUSA E ATIVISTA

Fonte de inspiração para outras mulheres

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BIBI VOGEL: MUSA E ATIVISTA

Sylvia Dulce Kleiner, que adotou o nome artístico de Bibi Vogel, nasceu no Rio de Janeiro, em 2 de novembro de 1942. Ela era filha de judeus alemães e foi atriz, manequim, garota-propaganda, apresentadora e cantora, atuando em poucas produções, mas que foram marcantes para a sua carreira. Que começou em 1964, atuando em filmes comerciais. Também fez muitos desfiles para a Rhodia, uma grife da época. Chegou ao cinema em 1968 em “Anuska, Manequim e Mulher”.

Em 1969, fez sua estreia na TV a convite do autor e diretor Geraldo Vietri, para interpretar Natália na novela “Nino, o Italianinho”, formando um triângulo amoroso com Juca de Oliveira e Aracy Balabanian. A novela estourou. E ela também. Foi uma musa da sua geração. Na Tupi fez também “A Fábrica”. Em 1973 assinou com a Globo e fez “Os Ossos do Barão”; “O Espigão”; “Bravo” e “Espelho Mágico”.

Nessa época ela se casou com o autor e diretor argentino Alfredo Zemma e ficou morando por alguns anos em Buenos Aires, mas vinha para o Brasil quando era chamada para algum trabalho. Fez vários filmes, mas só voltou a tv em 1997, fazendo a personagem Fernanda Veiga em “Chiquititas”, pelo SBT.

Em 1980, começou uma nova etapa. Dirigiu o documentário “Maternidade”, um média-metragem e no ano seguinte se engajou-se na luta das celebres “Mães de Maio”, mulheres que perderam seus filhos na ditadura argentina e que se reuniam periodicamente na Praça de Maio, em Buenos Aires. Já totalmente ativista Bibi criou o “Grupo Amigas do Peito”, uma ONG pioneira, fundada em 1980 pela atriz e um grupo de mulheres. A instituição nasceu no Rio de Janeiro com o objetivo de normalizar, proteger e dar suporte emocional ao aleitamento materno em uma época de altas taxas de desmame precoce.

Bibi Vogel faleceu de câncer no estômago, aos 61 anos de idade, na cidade de Buenos Ayres, em 03 de abril de 2004.

 

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