A PROVA
Na mira da policia

As emissoras brasileiras, nas primeiras décadas da era pós ao vivo, não tinham o hábito de guardar suas gravações para a história. Mas algumas cenas preciosas desapareceram por razões que na época soavam como justas.
As gravações do “cultíssimo” programa DIVINO MARAVILHOSO levado ao ar pela TUPI SP e rede, em 68, desapareceram pelas mãos de seu próprio criador, o diretor Fernando Faro.
“A polícia estava em cima de Gil e Caetano, que participavam da atração (ambos eram críticos do regime militar), por isso decidimos apagar as fitas. O programa acabaria servindo de prova contra eles’’, afirmou Faro.
A atração não pode resistir às pressões e durou apenas 2 meses no ar. Naquele momento dramático das perseguições políticas era impensável esconder as enormes fitas da época, chamadas quadrúplex. Uma ousadia que poderia pôr em risco a liberdade dos artistas.
