A COPA ROUBADA

Guerra na concorrência

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A COPA ROUBADA

A COPA ROUBADA

A guerra entre as emissoras de tv em torno da Copa sempre foi acirrada. E já teve lances cinematográficos, policiais. No seu livro “50 anos de TV no Brasil”, José Almeida Castro (que trabalhou décadas nos Diários Associados/TV Tupi), conta o seguinte:

Em 1958, Copa da Suécia, a TV Tupi comprou os direitos exclusivos de exibição das imagens da Copa no Brasil (pagou US$ 5 mil). Não havia transmissão ao vivo para o Brasil: uma emissora sueca gravava trechos em filme 16 mm (kinescópio), que eram enviados de avião. O primeiro filme - estreia do Brasil contra a Áustria, vitória por 3x0 - foi despachado endereçado à TV Tupi, mas o pacote chegou à TV Rio concorrente direta, por erro dos correios/aeroporto. O endereço no pacote dizia algo como “Urgente TV Rio-Brasil”, o que levou os funcionários dos correios a entregarem na emissora errada. João Batista “Pipa” do Amaral (dono da TV Rio) não hesitou e exibiu o material na programação, com pompa e patrocínio (Biscoitos Aymoré, Philco, Lojas Ponto Frio). Isso se repetiu em outros jogos. A Tupi só conseguiu receber o material corretamente depois, e exibiu os últimos jogos, indo até a semifinal e final.

A Tupi ficou “no prejuízo”, e o episódio gerou rusgas entre executivos, inclusive envolvendo Paulo Machado de Carvalho, que era o chefe da delegação brasileira e dono da TV Record, e cunhado de Pipa.

Apesar da gravidade, eram outros tempos e a história ficou como uma “maldade” concorrencial famosa, sem grandes consequências.

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